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quarta-feira, 7 de março de 2012

Aplausos!

Uma comunicação não-verbal, onde bate-se uma palma na outra pode significar para um artista muito mais do que um simples gesto. Os aplausos após o término de um espetáculo simbolizam o gosto do público pelo que ali foi apresentado. Mas de onde vem esse costume?


Alguns macacos, que descendem dos primatas assim como os humanos, também batem palma. Para nós, homo sapiens sapiens, o costume já teve caráter religioso, onde acreditava-se que o gesto poderia afastar os maus espíritos. 

Na Grécia Antiga, o aplauso se popularizou nas apresentações teatrais inicialmente devido a crença de que as palmas invocariam os espíritos protetores das artes. Mais tarde, as palmas evidenciavam a aprovação da plateia diante dos artistas que estavam se apresentando.

Em Roma, o aplauso passou a fazer parte da política e uma claque (grupo contratado para aplaudir) poderia forjar ou incitar o "entusiasmo" dos ouvintes. O Imperador Nero, que ficou famoso por uma série de excentricidades, costumava levar sua claque quando discursava. Na França do século XVIII, contratava-se pessoas da plateia para aplaudir espetáculos.


Fontes:
Revista Aventuras na História, Fevereiro de 2012. 
Imagem disponível em: http://br.freepik.com/fotos

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Não entendi patavina!

        
    Quando não entendemos o que uma pessoa diz, seja por má dicção ou falta de clareza em sua explicação, é comum exclamar que não compreendemos "patavina" do que a criatura está falando. A expressão, segundo o professor dr. Gabriel Perissé teria surgido na antiguidade, quando os romanos mais cultos alegavam que os nascidos na região de Pádua - chamada na época de Patavium - falavam muito mal a língua latina. Por isso, era difícil entender um patavino.

sábado, 31 de dezembro de 2011

A corrida de São Silvestre

Atletas profissionais e amadores participam todos os anos da corrida mais tradicional do Brasil, considerada a maior da América Latina. Batizada com nome de santo, a primeira corrida de São Silvestre aconteceu em 1925, quando quarenta e oito dos sessenta inscritos compareceram na linha de largada e correram pelas ruas da cidade de São Paulo. De lá para cá, muita coisa mudou como o circuito inicial que era de 8,8 quilômetros e foi sendo modificado ao longo das edições, e o horário inicial da prova, que passou da meia-noite para as escaldantes tardes do verão brasileiro.
As mulheres participaram pela primeira vez em 1975 e não havia como atualmente, uma prova só delas. Em 1993, ocorreu a primeira São Silvestrinha, a versão infanto-juvenil da prova no parque do Ibirapuera. Os portadores de necessidades especiais que utilizam cadeiras de roda passaram a competir a partir de 1988. No ano seguinte, a corrida de São Silvestre foi oficializada no calendário internacional da Federação de Atletismo.
     Atualmente, os atletas profissionais contam com recursos inimagináveis pelos corredores das primeiras edições da prova. Roupas que facilitam a transpiração e diminuem os efeitos do calor, suplementos alimentares consumidos antes da prova são exemplos do uso da tecnologia a favor do desempenho dos atletas.





Fonte: Aventuras na História, dezembro de 2009.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Expressões populares: "Tirar o corpo fora"

Tem horas em que já não dá para "tirar  o corpo fora"
Quando alguém finge que não sabe de nada ou vacila em assumir responsabilidade por algum ato, dizemos que a pessoa esta "tirando o corpo fora". Essa expressão tem origem no futebol, sendo usada quando um jogador se esquiva de um lance perigoso, ou seja, ele tira o corpo fora da jogada.


Fontes: Aventuras na História. Edição março de 2011
imagem disponível em apfutebol.blogspot.com

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

OS PIRATAS

Perna de pau, tapa-olho, mão com gancho, bandeira de caveira? 
O que é mito e o que é verdade na história dos homens mais temidos mares.

Presentes no imaginário de crianças e adultos, os piratas tem seu perfil construído e caracterizado pelo cinema e literatura. Quem não conhece o Capitão Gancho, vilão de Peter Pan ou mais recentemente, o atrapalhado Jack Sparrow da quadrilogia "Piratas do Caribe"? Será que esses piratas realmente se parecem com os homens que cruzavam os oceanos em busca de  embarcações carregadas de produtos valiosos?

Vamos começar pelas famosas bandeiras com o desenho de uma caveira, cruzada de ossos, popularmente conhecidas como "Jolly Roger".  Elas realmente foram usadas, tornando-se populares a partir do  final do século XVII, principalmente por piratas ingleses que navegavam pelo Atlântico Norte. Mas a caveira não era o único símbolo das bandeiras piratas. Figuras com ossos, espadas e até mesmo ampulhetas eram usadas com o objetivo de assustar as pobres vítimas. A ampulheta  tinha como signficado o "pouco tempo" que restava às vítimas.

Os piratas corsários, ou seja, aqueles que possuiím a carta de corso - licença oficial do governo para praticar saques - usavam corriqueiramente a bandeira dos seus países. França e Grã-Bretanha apoiaram e investiram em corsários.

E quanto ao tapa-olho, perna de pau, mão com gancho? 
Obviamente, devido aos combates, muitos piratas eram mutilados, mas não existem evidências de que piratas usassem tapa-olho ou gancho no lugar da mão. Acredita-se inclusive, que as cicatrizes eram exibidas com orgulho, como sinal de valentia e experiência. Em relação à perna de pau, realmente existiram piratas que substituíram a perna perdida por um "apoio" de madeira. Entre os mais famosos estão o francês François Le Clerc e o holandês Cornelis Jol.

O escocês J.M. Barrie criou o Capitão Hook e a ideia de piratas com mão de gancho
Recompensas eram oferecidas em nome dos reis àqueles que capturassem - ou mesmo matassem  - piratas de nações inimigas. Mas será que os piratas eram apenas bandidos dispostos a matar e roubar? 

No período em questão, o comércio ultramarino acontecia em larga escala e produtos valiosos cruzavam os oceanos carregados em navios de diferentes nacionalidades. Ao contrário do que se pode pensar, mesmo com toda a riqueza acumulada na Europa, advinda das colônias e do lucrativo comércio feito entre os continentes, grande parte da população vivia sob péssimas condições. Buscando atender a demanda de mão de obra, grupos eram treinados para navegar sob as ordens de um líder, intitulado "capitão."

Une-se então, a possibilidade de adquirir riquezas em áreas afastadas e sem qualquer fiscalização ao fato de que grupos marginalizados poderiam ser treinados para prestar serviços como marinheiros e o resultado é o surgimento de marujos, que deixavam as cidades como foras da lei em busca de tesouros, impossíveis de ser conquistados em terra firme.

Fontes:
Piratas e Corsários na Idade Moderna. Artigo de Nelson Rocha Neto, disponível em http://www.utp.br/historia/revista_historia/numero_3/link/Nelson-Rocha-Neto.pdf
História, Sociedade de Cidadania de Alfredo Boulos Júnior. Ed.FTD 2009.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A imprensa e os primeiros meios de comunicação de massa



O sistema de prensa, desenvolvido no século XV pelo alemão Johannes Gutenberg possibilitou a utilização de uma mesma matriz para imprimir um grande número de cópias. Em consequência disso, o preço das publicações baixou e o número de leitores aumentou consideravelmente.

A prensa de Gutenberg

A criação desse sistema influenciou decisivamente na difusão dos valores humanistas, no contexto do Renascimento, favorecendo também a divulgação das ideias de Lutero e a doutrina protestante, que se espalharam rapidamente por diversos países da Europa. Panfletos e folhetos foram os primeiros meios de comunicação de massa, em uma época de transformações decisivas no pensamento ocidental.  

Tipos móveis em chumbo
No processo de montagem da página, os caracteres individuais eram organizados um por um manualmente. Formavam-se as palavras e frases de cada linha, completando uma página inteira, que era usada como matriz para a impressão de várias cópias. O papel ou pergaminho era colocado em contato com os caracteres e a tinta, sob os quais era prensado com um prato de platina. Essa etapa - a prensa - deu nome ao processo de produção que usava matrizes de tipos metálicos móveis e que foi gradativamente substituindo as cópias manuais.


O primeiro livro impresso na Europa foi a Bíblia, em latim com fonte gótica, que imitava a escrita manual,  possuía 42 linhas organizadas em duas colunas e com traços decorativos feitos a mão. Destas quase 200 publicações restaram 48 exemplares, espalhados por museus em diferentes países.


Gutenberg buscou inspiração nas prensas usadas para extrair o suco da uva para criar esse sistema de prensa gráfica. entretanto, um método semelhante de impressão por meios móveis já havia sido inventado pelos chineses séculos antes, mas essa é outra história.




Página de uma das primeiras  Bíblias
impressas por  Gutenberg





História, Sociedade e Cidadania, de Alfredo Boulos Júnior. Editora FTD, 2009.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Museu - a casa das musas


As musas dançando com Apolo, de Baldessare Peruzzi
A palavra museu é de origem grega (mouseîon) e significa o lugar onde viviam as musas. Os antigos gregos acreditavam que a deusa Mnemósines (memória) fosse a mãe das musas. Cada ramo do conhecimento ou das artes possuía uma musa específica, a quem os escritores, poetas e artistas recorriam para ter inspiração.


Clio era a musa ligada à História, Euterpe à música, Talia à comédia, Melpômene à tragédia, Terpsícore à dança, Urânia à astronomia, Érato à poesia lírica, Polímnia é a musa que rege a oratória e Calíope rege a poesia épica, que narra os grandes feitos heróicos.

A casa das musas, ou seja, os museus, são locais ligados ao conhecimento, as artes e as ciências. Atualmente, existem museus dos mais variados tipos e que tratam de diferentes temas. Além disso, são nos museus espalhados pelo mundo que estão guardados grandes tesouros, dos mais variados ramos do conhecimento e das mais variadas civilizações.



Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa




Imagens disponíveis em:
 http://merackyrosanegre.blogspot.com
http://polacodabarreirinha.blogspot.com
Fonte:
História - Pra viver juntos. SP: Ed. SM, 2008.



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O "super" Super Mário


Conheço muita gente - gente pequena e gente grande - que espera ansiosamente o início das férias, para poder se esbaldar por horas e horas na frente da tv, ou melhor, na frente de um video game.  Os recursos de interatividade e a possibilidade de jogar com pessoas de todo o mundo, deixa tudo mais interessante.

Foi-se o tempo em que jogos eletrônicos eram sinônimos de sedentarismo. Atualmente, você tem que rebolar (literalmente) para conseguir passar de fase e só fica sentado no sofá quem quiser. Jogos como basquete e tênis vão exigir a queima de muitas calorias, assim como uma descida rio abaixo ou uma luta de boxe.

Porém, em um passado nem tão distante assim, pular em cubos para pegar estrelinhas e cogumelos já eram  recursos suficientes para nos fazer passar tardes e tardes sem ver a luz do sol, jogando Super Mario. E em homenagem a este bigodudo, que volta e meia troca de roupa e reaparece em uma nova versão, separei algumas informações sobre a sua história.

Na década de 1980, a Nintendo pretendia fazer um jogo baseado no desenho Popeye, um personagem bastante conhecido nos Estados Unidos. Contudo, após perder os direitos sobre a imagem do marinheiro  o gamer designer Shigeru Miyamoto, cria um novo projeto adaptando algumas características a um novo personagem chamado de JumpMan, que tinha que salvar sua namorada de um macaco maluco chamado Donkey Kong.

Com o estudo de mercado, os japoneses da Nintendo perceberam que era necessário dar características mais humanas ao personagem. O tal JumpMan passou a se chamar Mario, nome inspirado em um diretor gordinho e bigodudo do escritório da Nintendo em Nova Iorque. O bonezinho característico foi uma maneira de finalizar o desenho, pois não havia pixes suficientes para criar o cabelo. De carpinteiro, Mario passou a encanador depois dos canos entrarem no enredo dos jogos.


Em novas versões, os jogos ganharam personagens, inclusive o irmão de Mário, chamado Luigi. O simpático bigodudo é hoje mais reconhecido mundialmente do que a figura do Michey, tendo vendido aproximadamente 200 milhões de cópias nos seus quase trinta anos de vida.


 
Fontes:
http://www.brasilescola.com/curiosidades/a-historia-mario.htm

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