Quando não entendemos o que uma pessoa diz, seja por má dicção ou falta de clareza em sua explicação, é comum exclamar que não compreendemos "patavina" do que a criatura está falando. A expressão, segundo o professor dr. Gabriel Perissé teria surgido na antiguidade, quando os romanos mais cultos alegavam que os nascidos na região de Pádua - chamada na época de Patavium - falavam muito mal a língua latina. Por isso, era difícil entender um patavino.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
A corrida de São Silvestre
Atletas profissionais e amadores participam todos os anos da corrida mais tradicional do Brasil, considerada a maior da América Latina. Batizada com nome de santo, a primeira corrida de São Silvestre aconteceu em 1925, quando quarenta e oito dos sessenta inscritos compareceram na linha de largada e correram pelas ruas da cidade de São Paulo. De lá para cá, muita coisa mudou como o circuito inicial que era de 8,8 quilômetros e foi sendo modificado ao longo das edições, e o horário inicial da prova, que passou da meia-noite para as escaldantes tardes do verão brasileiro.
Atualmente, os atletas profissionais contam com recursos inimagináveis pelos corredores das primeiras edições da prova. Roupas que facilitam a transpiração e diminuem os efeitos do calor, suplementos alimentares consumidos antes da prova são exemplos do uso da tecnologia a favor do desempenho dos atletas.
Fonte: Aventuras na História, dezembro de 2009.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Expressões populares: "Tirar o corpo fora"
![]() | |
| Tem horas em que já não dá para "tirar o corpo fora" |
Quando alguém finge que não sabe de nada ou vacila em assumir responsabilidade por algum ato, dizemos que a pessoa esta "tirando o corpo fora". Essa expressão tem origem no futebol, sendo usada quando um jogador se esquiva de um lance perigoso, ou seja, ele tira o corpo fora da jogada.
Fontes: Aventuras na História. Edição março de 2011
imagem disponível em apfutebol.blogspot.com
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
OS PIRATAS
Perna de pau, tapa-olho, mão com gancho, bandeira de caveira?
O que é mito e o que é verdade na história dos homens mais temidos mares.
Vamos começar pelas famosas bandeiras com o desenho de uma caveira, cruzada de ossos, popularmente conhecidas como "Jolly Roger". Elas realmente foram usadas, tornando-se populares a partir do final do século XVII, principalmente por piratas ingleses que navegavam pelo Atlântico Norte. Mas a caveira não era o único símbolo das bandeiras piratas. Figuras com ossos, espadas e até mesmo ampulhetas eram usadas com o objetivo de assustar as pobres vítimas. A ampulheta tinha como signficado o "pouco tempo" que restava às vítimas.
Os piratas corsários, ou seja, aqueles que possuiím a carta de corso - licença oficial do governo para praticar saques - usavam corriqueiramente a bandeira dos seus países. França e Grã-Bretanha apoiaram e investiram em corsários.
E quanto ao tapa-olho, perna de pau, mão com gancho?
Obviamente, devido aos combates, muitos piratas eram mutilados, mas não existem evidências de que piratas usassem tapa-olho ou gancho no lugar da mão. Acredita-se inclusive, que as cicatrizes eram exibidas com orgulho, como sinal de valentia e experiência. Em relação à perna de pau, realmente existiram piratas que substituíram a perna perdida por um "apoio" de madeira. Entre os mais famosos estão o francês François Le Clerc e o holandês Cornelis Jol.
| O escocês J.M. Barrie criou o Capitão Hook e a ideia de piratas com mão de gancho |
No período em questão, o comércio ultramarino acontecia em larga escala e produtos valiosos cruzavam os oceanos carregados em navios de diferentes nacionalidades. Ao contrário do que se pode pensar, mesmo com toda a riqueza acumulada na Europa, advinda das colônias e do lucrativo comércio feito entre os continentes, grande parte da população vivia sob péssimas condições. Buscando atender a demanda de mão de obra, grupos eram treinados para navegar sob as ordens de um líder, intitulado "capitão."
Une-se então, a possibilidade de adquirir riquezas em áreas afastadas e sem qualquer fiscalização ao fato de que grupos marginalizados poderiam ser treinados para prestar serviços como marinheiros e o resultado é o surgimento de marujos, que deixavam as cidades como foras da lei em busca de tesouros, impossíveis de ser conquistados em terra firme.
Une-se então, a possibilidade de adquirir riquezas em áreas afastadas e sem qualquer fiscalização ao fato de que grupos marginalizados poderiam ser treinados para prestar serviços como marinheiros e o resultado é o surgimento de marujos, que deixavam as cidades como foras da lei em busca de tesouros, impossíveis de ser conquistados em terra firme.
Piratas e Corsários na Idade Moderna. Artigo de Nelson Rocha Neto, disponível em http://www.utp.br/historia/revista_historia/numero_3/link/Nelson-Rocha-Neto.pdf
História, Sociedade de Cidadania de Alfredo Boulos Júnior. Ed.FTD 2009.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A imprensa e os primeiros meios de comunicação de massa
O sistema de prensa, desenvolvido no século XV pelo alemão Johannes Gutenberg possibilitou a utilização de uma mesma matriz para imprimir um grande número de cópias. Em consequência disso, o preço das publicações baixou e o número de leitores aumentou consideravelmente.
| A prensa de Gutenberg |
A criação desse sistema influenciou decisivamente na difusão dos valores humanistas, no contexto do Renascimento, favorecendo também a divulgação das ideias de Lutero e a doutrina protestante, que se espalharam rapidamente por diversos países da Europa. Panfletos e folhetos foram os primeiros meios de comunicação de massa, em uma época de transformações decisivas no pensamento ocidental.
| Tipos móveis em chumbo |
O primeiro livro impresso na Europa foi a Bíblia, em latim com fonte gótica, que imitava a escrita manual, possuía 42 linhas organizadas em duas colunas e com traços decorativos feitos a mão. Destas quase 200 publicações restaram 48 exemplares, espalhados por museus em diferentes países.
Gutenberg buscou inspiração nas prensas usadas para extrair o suco da uva para criar esse sistema de prensa gráfica. entretanto, um método semelhante de impressão por meios móveis já havia sido inventado pelos chineses séculos antes, mas essa é outra história.
História, Sociedade e Cidadania, de Alfredo Boulos Júnior. Editora FTD, 2009.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Além do 13 de maio
Nesta semana, a lei que pôs fim a escravidão no Brasil completa 133 anos. Muita coisa já foi escrita a respeito e certamente, muita coisa ainda está por ser dita sobre esta vergonhosa passagem da nossa história. Infelizmente, mesmo depois de mais de cem anos da assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, nosso país ainda apresenta dados alarmantes sobre vítimas de trabalho forçado.
| Lei Áurea - assinada pela Princesa Isabel |
De acordo com artigo 149 do Código Penal Brasileiro, o crime de escravidão é definido como "reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto". Segundo dados do Ministério do Trabalho entre 2004 e 2008, foram resgatados 21.667 trabalhadores nessa situação, a maioria em zonas rurais.
E o que acontece com empresários ou fazendeiros que utilizaram "mão de obra análoga a escravidão" no Brasil? Entre as ações estão a suspensão de suas linhas de crédito e financiamento, pena mínima de dois anos, que pode ser convertida em distribuição de cestas básicas ou prestação de serviços à comunidade e o cadastro em uma "lista suja" de empregadores. Alguns juristas defendem medidas mais radicais, como a desapropriação de fazendas, por exemplo. Cabe ressaltar que não se trata apenas de um crime trabalhista, pois envolvem violação dos direitos humanos, questões previdenciárias e criminais.
O novo Brasil que desejamos e que está nascendo, moderno e economicamente desenvolvido, não pode aceitar que milhares de pessoas continuem sendo submetidas a situações degradantes e indignas da existência humana.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Hum... viu passarinho verde?
Existem duas explicações para esta expressão usada quando percebemos que alguém demonstra grande felicidade. Ambas as explicações estão ligadas ao amor.
Jovens no século XIX, colocavam passarinhos próximos as janelas para avisar aos namorados que haviam enviado-lhes cartas de amor.
Outra versão remete a fama dessa expressão popular ao periquito, que levava no bico recadinhos apaixonados, trocados entre casais. Além disso, o verde é simbolicamente a cor da esperança.
Fontes:
segunda-feira, 14 de março de 2011
Museu - a casa das musas
![]() |
| As musas dançando com Apolo, de Baldessare Peruzzi |
A palavra museu é de origem grega (mouseîon) e significa o lugar onde viviam as musas. Os antigos gregos acreditavam que a deusa Mnemósines (memória) fosse a mãe das musas. Cada ramo do conhecimento ou das artes possuía uma musa específica, a quem os escritores, poetas e artistas recorriam para ter inspiração.
Clio era a musa ligada à História, Euterpe à música, Talia à comédia, Melpômene à tragédia, Terpsícore à dança, Urânia à astronomia, Érato à poesia lírica, Polímnia é a musa que rege a oratória e Calíope rege a poesia épica, que narra os grandes feitos heróicos.
A casa das musas, ou seja, os museus, são locais ligados ao conhecimento, as artes e as ciências. Atualmente, existem museus dos mais variados tipos e que tratam de diferentes temas. Além disso, são nos museus espalhados pelo mundo que estão guardados grandes tesouros, dos mais variados ramos do conhecimento e das mais variadas civilizações.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A expansão marítima e o Oceano Atlântico: o mar que de "Tenebroso" passou a "Maravilhoso"!
Justamente por ser desconhecido, o Oceano Atlântico despertava a imaginação e o medo, que contudo, não foram maiores do que o desejo de muitos navegadores de buscar lucro e riquezas em outras terras.
| Gravura do século XVI, feita pelo geográfo alemão Sebastian Münster, acerca dos monstros que habitavam o "Mar Tenebroso" |
A centralização política portuguesa e a presença de uma rica burguesia que deseja acabar com o monopólio italiano no comércio de produtos orientais, são alguns dos fatores que explicam o pioneirismo português. A utilização de novas tecnologias como a bússola e a caravela, a localização geográfica e a prática de atividades pesqueiras também influenciaram decisivamente sua expansão.
| Mapa-mundi do século XV |
A partir da exploração do "Mar Tenebroso", que não acabava em abismos ou possuía monstros devoradores de embarcações, os portugueses iniciaram o processo de expansão marítima, que transformou não apenas a história de Portugal como a de todas as civilizações que passaram a ter contato com os povos europeus. Foi a partir de então, que o mundo começou a ficar pequeno.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
O "super" Super Mário
Conheço muita gente - gente pequena e gente grande - que espera ansiosamente o início das férias, para poder se esbaldar por horas e horas na frente da tv, ou melhor, na frente de um video game. Os recursos de interatividade e a possibilidade de jogar com pessoas de todo o mundo, deixa tudo mais interessante.
Foi-se o tempo em que jogos eletrônicos eram sinônimos de sedentarismo. Atualmente, você tem que rebolar (literalmente) para conseguir passar de fase e só fica sentado no sofá quem quiser. Jogos como basquete e tênis vão exigir a queima de muitas calorias, assim como uma descida rio abaixo ou uma luta de boxe.
Porém, em um passado nem tão distante assim, pular em cubos para pegar estrelinhas e cogumelos já eram recursos suficientes para nos fazer passar tardes e tardes sem ver a luz do sol, jogando Super Mario. E em homenagem a este bigodudo, que volta e meia troca de roupa e reaparece em uma nova versão, separei algumas informações sobre a sua história.
Na década de 1980, a Nintendo pretendia fazer um jogo baseado no desenho Popeye, um personagem bastante conhecido nos Estados Unidos. Contudo, após perder os direitos sobre a imagem do marinheiro o gamer designer Shigeru Miyamoto, cria um novo projeto adaptando algumas características a um novo personagem chamado de JumpMan, que tinha que salvar sua namorada de um macaco maluco chamado Donkey Kong.
Em novas versões, os jogos ganharam personagens, inclusive o irmão de Mário, chamado Luigi. O simpático bigodudo é hoje mais reconhecido mundialmente do que a figura do Michey, tendo vendido aproximadamente 200 milhões de cópias nos seus quase trinta anos de vida.
Fontes:
http://www.brasilescola.com/curiosidades/a-historia-mario.htm
Assinar:
Postagens (Atom)




